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Recursos, ferramentas e boas práticas para melhorar a experiência de utilização dos serviços públicos digitais.

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A acessibilidade digital é um fator determinante para garantir que todos os cidadãos, independentemente das suas capacidades, possam aceder a informações e serviços online de forma eficaz.

Recentemente, foi realizada uma análise à acessibilidade dos sítios web de 245 municípios portugueses presentes no Observatório Português de Acessibilidade. O estudo a esta amostra permitiu identificar as cinco melhores práticas implementadas, bem como os erros mais comuns que dificultam a navegação e consequente experiência do utilizador.

As 5 melhores práticas de acessibilidade web dos municípios portugueses

Gráficos das 5 melhores práticas  de acessibilidade web ordenadas por ordem decrescente

Entre as boas práticas de acessibilidade web observadas, destacam-se cinco principais aspetos que estão a ser bem aplicados nos sítios web dos municípios portugueses. As cinco melhores práticas identificadas, ordenadas por ordem prevalência, são:

  1. Atributo de título correto – O atributo de título <title> é utilizado corretamente, garantindo que os elementos interativos dos sítios web possuem descrições claras e úteis.
  2. Inexistência de elementos obsoletos para controle da apresentação visual: Não foram encontrados elementos HTML obsoletos (como <font> e <center>) usados para controlar a apresentação visual dos sítio web, o que traduz uma maior compatibilidade com tecnologias de apoio.
  3. Elementos com descendentes decorativos sem descendentes focáveis: os elementos decorativos não interferem na navegação por teclado ou leitor de ecrã, garantindo assim uma experiência mais fluida para quem utilizadores com deficiências visuais ou motoras.
  4. Itens de listas dentro de listas: as listas estão estruturadas corretamente o que permite uma melhor organização da informação e facilita a compreensão do conteúdo por parte dos utilizadores que utilizam leitores de ecrã.
  5. Elementos marcados como decorativos não expostos a tecnologias de apoio: os elementos visuais desnecessários foram marcados como decorativos e não são lidos por tecnologias de apoio, melhorando a experiência dos utilizadores.

Os 5 erros mais comuns de acessibilidade web dos municípios portugueses

Gráficos dos 5 erros mais comuns de acessibilidade web ordenados por ordem decrescente

Apesar das boas práticas identificadas, a análise também revelou diversas falhas de acessibilidade que comprometem a usabilidade dos sítios web municipais. Os cinco erros mais recorrentes são:

  1. Falta de contraste e proporções inadequadas dos elementos: a falta de contraste de cor adequado entre texto e fundo dificulta a leitura, especialmente para pessoas com deficiências visuais. Além disso, a falha de utilização proporções corretas (rácio de contraste inferior a 4.5:1 para texto normal ou 3:1 para texto grande) pode tornar a interação menos intuitiva.
  2. Sequência hierárquica dos cabeçalhos violada: a organização hierárquica dos títulos (H1, H2, H3, etc.) é essencial para uma navegação estruturada, mas muitas páginas analisadas apresentaram falhas nesta sequência, prejudicando a experiência do utilizador.
  3. Tabelas de dados sem o elemento <caption>: a ausência deste elemento impede que as tabelas sejam devidamente identificadas e compreendidas por utilizadores que dependem de tecnologias de apoio assistidas.
  4. Uso excessivo de sequências de <br>: A utilização de três ou mais elementos <br> consecutivos, utilizado para espaçamento, em vez de soluções adequadas de estilização pode prejudicar a leitura e a interpretação do conteúdo.
  5. Primeiro link do sítio web não permite saltar para o conteúdo principal: a impossibilidade de saltar diretamente para o conteúdo principal afeta negativamente a navegação dos utilizadores que dependem de teclados ou leitores de ecrã, obrigando-os a percorrer menus extensos antes de chegar à informação relevante.